Estudo Direcionado

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Recursos

por Estudo Direcionado dia 27 agosto 2014 às 18:00

Vi (aliás estou trabalhando nele) esse recurso hoje:

RECURSO ESPECIAL EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL
EM AGRAVO DE INSTRUMENTO

E viva o Duplo Grau de Jurisdição!

Oh!, so broken

por Estudo Direcionado dia 24 agosto 2014 às 21:24

Oh!, poor me, so, so, so broken...


Um coração partido nunca volta a ser inteiro. O que se pode fazer é superar um pouco, esquecer algumas coisas e trocar as lembranças. Sim, tenho percebido isso. Você sabe: as esquinas, o restaurante, o café, o cinema. É preciso trocar o que ficou. Mas é preciso cuidado na troca. Para não ter que fazê-la repetidamente, gerando um sistema autofágico que irá estraçalhar o que resta de seu amor-próprio.
Ponderação, cuidado, escolha. Em um jogo em que muitos são mestres, o jogador fiel irá perder algumas partidas. Ou talvez ganhe na primeira. Mas, como diz Fernando Pessoa, a sorte sai aos que compram por acaso. E como não tirei bilhete para a vida, engrosso as estatísticas e faço coro com a madrugada. 
Assim, meus irmãos (não de fé, mas de luares), há, aqui como em tudo, dois caminhos: re-tentar (neologismo que acabo de criar... ou não) ou endurecer-se, avançando de nível e tornando-se jogador profissional. Ponderação, cuidado escolha. As consequências virão, como sempre. 

Todos os direitos reservados. Permitida a citação com referência à fonte. 

Amar...

por Estudo Direcionado dia 22 agosto 2014 às 11:14

Amar é amar é amar é amar é amar
Deixar a escuma levar o que não é de amar
O mar ensina-nos as pegadas apagar
Vem a onda, leva tudo e tudo vai pra´o mar
O mar nos mostra que amar é a maré esperar...
Fábio

Escolha

por Estudo Direcionado dia 21 agosto 2014 às 16:41

Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.
1 Coríntios 13:11

Qual a sua escolha hoje? Seja qual for ela e embora sejamos livres para escolher, seremos prisioneiros das consequências. Até quando trocaremos o efêmero pelo duradouro? Até quando escolheremos a trilha larga em detrimento do caminho estreio? Até quando somente desejaremos, sem fazermos?
Deus tem o melhor para nós, a todo o momento, mas nem sempre damo-lhe a primazia necessária. E justificamos com a correria do dia a dia, com os problemas por resolver, com o trabalho que nunca finda.
Pagamos o preço: stress, depressão, isolacionismo. Se hoje fosse o seu último dia nessa Terra, o que você deixaria por resolver? Com quem você teria que se reconciliar? A quem você gostaria de pedir perdão?
O que vai em nosso coração é o que derramamos sobre os outros. É muito duro aprendermos isso e termos que reajustar as nossas atitudes, mas não podemos ser exemplo se caminhamos mancos e cegos.
Deus tem mais para todos nós, mas Ele fez uma escolha: deixou-nos escolher.

Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela.

Mateus 7:13

Pietro

por Estudo Direcionado dia às 09:34


Na noite da cidade, em um semáforo qualquer, Pietro percorre os carros parados, as mãozinhas estendidas em súplica, a esperar pela caridade dos motoristas. Já há dois dias não come. De trocado em trocado faz as suas continhas: dá para pegar um salgado no bar do “Seu Lucas”, que fica ali perto.

E, no trajeto, o pequeno fica assustado ao observar as crianças do outro lado da rua, sujas, magras, com o olhar vítreo, efeito do consumo da pasta base. E riem em meio a tanta miséria e decadência. Mas a urgência do momento fala mais alto e ele segue o seu caminho.
No trajeto as pessoas olham o pequerrucho com certo espanto. Os cabelinhos claros, encaracolados e sujos, as mãozinhas brancas, encardidas e o olhar assustado. E se comovem por alguns segundos, tempo suficiente para voltarem às suas preocupações habituais. Outros nem veem ele ali, quase chegando a passar por cima dele, como fosse uma pedra no meio do caminho a atrasar o fluxo das coisas.
Mas Pietro não dá conta disso: a inocência só o faz atento ao momento. Primeiro, comer; depois, encontrar algum lugar para dormir. Percorre então os cantos já conhecidos até encontrar um que seja seguro. E ali, encolhido em uma caixa de papelão, tenta pegar no sono, pois sabe que logo outro dia virá.
Raiado o sol, Pietro se levanta. E novamente toda a indiferença e frieza se lhe apresentam em um quadro vívido. Sempre os mesmos caminhos, sempre as mesmas crianças a lhe espreitar os movimentos, a mesma fome a lhe torturar...
E começa a se dar conta de que um dia teve pai e mãe e que sua vida não era assim. Lembra-se de ter dormido em cama, de ter uma televisão para ver desenhos, do caminho para a escola. Mas tudo isso fica meio vago, distante e Pietro não sabe mais distinguir o que é fantasia e o que é realidade.
Os dias vão se passando e a desesperança, aumentando. Não entende a maldade das outras crianças e não sabe por que sua mãe saiu de casa. Tudo seria tão diferente...
E naquela noite, olhando para o céu, vendo uma estrela longínqua, pegou-se orando a Jesus, nome que ouvira falar algumas vezes e pediu-Lhe perdão pelo mal que tinha feito, pois que decerto merecia estar ali. E, ao raiar do dia, seu corpinho jazia estendido, com as mãos ainda em súplica, mas os olhinhos, tão vivos, não se abririam mais.
Fábio Andrade.

Todos os direitos reservados. Permitida a citação com referência à fonte. 

Incoerência

por Estudo Direcionado dia 19 agosto 2014 às 15:11

O que entra pela boca não torna o homem ‘impuro’; mas o que sai de sua boca, isto o torna ‘impuro’ ".
Mateus 15:11

Muitos gostam de se utilizar do dito: "a minha atitude depende da sua". Justificam, assim, erroneamente a sua forma de agir, frente a um confronto, agindo em desconformidade com os seus padrões morais.
Ao assim procedermos, estamos abrindo mão de quem somos, de nossos valores e crenças, deixando-nos influenciar por algo exterior a nós e que, portanto, está fora de nosso controle. E o que nos incomoda nos outros, na verdade, é um reflexo do que temos em nós e procuramos esconder ou manter sob rédeas curtas.
Portanto, quem cede à ira ou "desce do salto" ou, para me utilizar de uma expressão corrente entre os cristãos, "desce da cruz", nada mais está fazendo do que contradizer-se, agindo de forma incoerente.
É certo que um ascetismo acima de qualquer ataque verbal ou outro tipo de agressão é difícil de se atingir, mas, por outro lado, deixar que os mínimos acontecimentos ao nosso redor nos altere a rota traçada demonstra inconsistência no objetivo.
Afinal, receber a ofensa não é humilhante, mas ofender, sim: eis a tragédia. Portanto, vigiemos. As armadilhas estão postas.

"Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele."
Jeremias 6:16

Fábio Andrade.